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Economia & Energia
No 24 - Janeiro - Fevereiro 2000  ISSN 1518-2932

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PROJEÇÃO DO USO DE ENERGIA NO SETOR RESIDENCIAL e LEVANTAMENTO DE EMISSÕES POR ENERGIA EQUIVALENTE NO SETOR (CONCLUSÃO)  

 PROJEÇÃO DO USO DE ENERGIA RESIDENCIAL NO PERÍODO 2000/ 2020.

 Usando os dados da Planilha 1, anexa, foram elaboradas duas versões da projeção, a primeira partindo da logística linearizada (gráfico 6), mediante a transformação inversa à de linearização, e a segunda usando a correlação 

                                   EE = f ( Pop. Urbana, PIB)

Os resultados estão registrados na tabela abaixo. O desvio médio entre as duas projeções é de 3%.

Tabela: Projeção Energia Equivalente;

Ano 2000 2005 2010 2015 2020
  Logística 24,7 28,1 31,2 33,8 35,9
Correlação 25,8 29,1 32,1  34,6 36,5
Média 25,3 28,6 31,7 34,2 36,2

 

 RESOLUÇÃO DA ENERGIA EQUIVALENTE EM ENERGIA FINAL. 

 A resolução é necessária para os cálculos de emissão, dado a diferença de coeficientes entre os diversos energéticos. Em princípio, pode-se utilizar a participação de cada energético na energia equivalente ou projetar separadamente a energia equivalente de cada um deles e voltar, assim, à energia final. Como a eletricidade não acarreta emissão no uso, basta projetar a demanda final de gás (compreendendo o GLP, o gás natural e o gás canalizado), na qual o GLP é largamente dominante na atualidade e ainda dominará nas próximas décadas, à vista do elevado custo das instalações residenciais   de gás canalizado. 

GLP. 

 Os gráficos abaixo mostram a seqüência de levantamento da curva de variação da demanda residencial de GLP. A demanda máxima estimada é de 7,72 Mtep/ano. 

 

                    Gráfico 7 - Taxa de variação da demanda residencial de GLP

 

 Gráfico 8 - Logística linearizada da demanda de GLP

 A demanda projetada a partir da logística linearizada está registrada na tabela e gráfico abaixo.

Ano  2.000  2.005  2.010  2.015  2.020
Demanda    6,41    6,90  7,23 7,43  7,55 

     

                      Gráfico 9 - Consumo residencial de GLP.

 Para avaliar a importância relativa da população urbana e da renda sobre o consumo de GLP, foi ajustada aos dados de consumo entre 1975 e 1988 uma função das variáveis  

acima mencionadas. A equação da correlação linear dupla é  

GLP (Mtep)= 0,0658 Pop. Urb. (milhões) + 0,00074 PIB (B $94 ) - 2,988 

o que mostra ser a população urbana a variável preponderante.   

     

 LENHA E CARVÃO VEGETAL. 

 O gráfico 10, abaixo, mostra a evolução do consumo de lenha e carvão vegetal no intervalo 1970-1998. Para o cálculo de emissões será considerado o consumo residual de 6 Mtep/ano.

     

 Os resultados da conversão para energia final foram usados no cálculo das emissões (Planilha 2) 

 CÁLCULO DE EMISSÕES.  

 A emissão de poluentes atmosféricos no Setor Residencial não é ainda regulamentada no Brasil. Desta forma, o cálculo será baseado nos coeficientes adotados pelo IPCC para emissões não controladas ("default"), convertidos de kg/Tj para kg/tep, mediante a relação                                         1 tep = 0,0452 Tj 

 A tabela a seguir resume os valores de interesse. 

 Coeficientes de emissão - kg/tep 

  CO  CH4  N2O  NOx 
Lenha  226 13,6 0,18  4,5 
Carvão Vegetal 317 9,0 0,05  4,5 
G. Natural/GLP  2,26 0,226 0,005  2,26

 A emissão de CO2 por combustíveis da biomassa é dispensada pelo IPCC. Para os combustíveis gasosos, seu cálculo baseia-se no balanço de carbono, utilizando-se os fatores de emissão de carbono registrados na tabela 2 do "Guidelines"do IPCC. Para esses combustíveis, os coeficiente de emissão que figuram na planilha 2, anexa, foram obtidos pela ponderação dos coeficiente originais pela participação no consumo final.  

 O gráfico 11, abaixo, mostra a evolução das emissões por combustíveis da biomassa entre 1970 e 1998. 

     

Gráfico 12 - Biomassa 

 As emissões por combustíveis gasosos (GLP, GN e gás canalizado) em mil toneladas estão no gráfico 13.

Gráfico 13 - Emissões por combustíveis gasosos (1.000 t).