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Texto para Discussão: Co-processar, Incinerar, Aterrar ou Pirolisar? Caso estudo: Resíduos PP, ABS, Borra Tinta Opinião: A Desregulamentação da Eletricidade Chegou ao seu Limite? Resumo de Tese: Liberalização, Importação e Crescimento Econômico na América Latina Resultados de Estudo e&e OSCIP: Avaliação de Emissões que Contribuem para o Efeito Estufa pelo Processo Bottom-Up por Coeficientes
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Texto para Discussão:Co-processar, Incinerar, Aterrar ou Pirolisar?
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Ensaio |
Ar |
CH4 |
C2H6 |
C2H4 |
C2H2 |
C3H8 |
C3H6 |
|
1 |
49,30 | 4,74 | 7,14 | 2,14 | 7,74 | 26,47 | 2,47 |
|
2 |
6,04 | 51,49 | 12,87 | 1,03 | 0,13 | 9,73 | 6,61 |
|
3 |
12,18 | 9,63 | 16,32 | 2,82 | 1,04 | 39,31 | 8,17 |
|
4 |
7,07 | 56,26 | 10,44 | 1,16 | 0,48 | 13,59 | 5,24 |
|
5 |
4,57 | 30,37 | 20,86 | 2,09 | 0,22 | 15,96 | 11,59 |
|
6 |
3,23 | 32,59 | 23,08 | 2,40 | 0,12 | 19,4 | 13,36 |
Na Tabela 2 tem-se a composição química da fase líquida, obtida pela condensação dos gases da combustão. Há uma predominância de compostos aromáticos, cetonas e ésteres. Estima-se um poder calorífico alto. Entretanto os mesmos poderiam ser purificados e comercializados como solventes para indústria de tintas e de colas.
Tabela 2 – Resultados da Fase líquida - [8]
|
Classe Química |
% Massa |
|||||
|
Corridas |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
|
Parafinas |
2,70 |
2,97 |
1,61 |
0,00 |
4,91 |
0,00 |
|
Olefinas |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
|
Naftênicos |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
|
Aromáticos |
63,80 |
65,98 |
67,23 |
71,1 |
63,35 |
73,81 |
|
Cetonas |
16,61 |
10,60 |
11,62 |
8,43 |
11,99 |
6,41 |
|
Éster |
13,11 |
11,34 |
10,84 |
9,16 |
14,53 |
10,99 |
|
Álcool |
2,83 |
7,23 |
7,93 |
10,08 |
4,36 |
7,63 |
|
Outros |
0,95 |
1,87 |
0,77 |
1,23 |
0,86 |
1,16 |
|
Total |
100 |
100 |
100 |
100 |
100 |
100 |
Devido à grande diversidade de substâncias presentes na fase líquida, é comum identificá-las pelo número de átomos de carbono. Os resultados encontrados por análise cromatográfica são mostrados nasTabelas 3 e 4.
Tabela 3 Identificação por número de carbonos da fase líquida obtida de resíduo de borra de tinta [8]
|
Numero de Carbono |
Compostos Identificados |
|
2 |
Etanona |
|
3 |
2 –(1-metiletoxi)-etanol |
|
3 |
Propanona |
|
4 |
2-metilpropilester |
|
4 |
2-etoxietanol |
|
6 |
4-metil-2-pentanone |
|
6 |
2-butoxietanol |
|
7 |
Metilbenzeno, tolueno |
|
8 |
Etilbenzeno |
|
8 |
1,4-dimetilbenzeno; xileno |
|
8 |
1,3-dimetilbenzeno |
|
8 |
1,3-dimetilbenzeno |
|
8 |
Etenilbenzeno;estireno |
|
8 |
1-fenil-etanone |
|
9 |
Isopropilbenzeno |
|
9 |
1,2,4-trimetilbenzeno |
|
9 |
1,2,4-trimetilbenzeno |
|
9 |
(1metiletenil)benzeno |
|
10 |
Naftaleno |
Nota Propriedades Físicas
O valor que se pretende agregar aos resíduos a partir os óleos de pirólise em questão depende de especificações tabeladas pela ANP, Portaria 80, de 30 de abril de 1999, que inclui o calor de combustão, viscosidade cinemática, ponto de fulgor e densidade. Estes ensaios foram realizados pelo laboratório de Reatores e de Polímeros do DEQ/UFSC.
Tabela 4 – Poder Calorífico do óleo de pirólise
|
Amostra de Óleo de pirólise |
Poder Calorífico inferior (kcal/kg) |
Viscosidade (cSt) |
Massa específica (kg/m3) |
Ponto de Fulgor (oC) |
|
Tinta 1 |
9222,20 |
64,18 |
880 |
25 |
|
Tinta 2 |
9296,44 |
28,61 |
877 |
23 |
|
Tinta 3 |
9725,14 |
30,31 |
916 |
20 |
|
ABS 1 |
11.087,00 |
56,83 |
760 |
65 |
|
ABS 2 |
10.456,10 |
43,32 |
767 |
75 |
|
ABS 3 |
11.363,72 |
54,72 |
771 |
76 |
|
PP 1 |
10.458,97 |
71,73 |
775 |
65 |
|
PP 2 |
11.149,43 |
44,79 |
933 |
67 |
|
PP 3 |
10.883,85 |
45,83 |
794 |
67 |
Nota. Tinta 1, foi a amostra de óleo obtida na pirolise a 450 oC, por um período de 90 oC; Tinta 2 amostra a 550 oC, Tinta 3, a 650 oC. Polipropileno 1, 2, e 3, e ABS, 1, 2, e 3 também nas mesmas condições de reação.
Na fase sólida, para os resíduos plásticos, foram encontrados os mesmos componentes verificados ao final da pirólise, de acordo com análise feita com aparelho de infravermelho. Entretanto houve uma redução média em massa de 98 a 99,5 % para os resíduos de PP e ABS. Quanto ao resíduo de tinta, tem-se uma redução de aproximadamente 96 % em massa. Este resíduo foi analisado também por espectrometria de fluorescência por raio X, em espectrômetro, marca Rigaku. Os resíduos analisados apresentaram a composição, conforme Tabela 3.
A análise a borra de tinta pirolisada por espectrometria demonstra elementos em maior quantidade chumbo e cromo, menor quantidade titânio, ferro, silício e manganês e como traços de cloro, zinco, antimônio e cálcio.
Frente a esta amostragem, tem-se ainda a mesma classificação encontrada na borra de tinta inicial, ou seja, classe I.
Os compostos orgânicos voláteis resultantes da pirólise dos resíduos de plástico PP, ABS e da Borra de Tinta mostraram-se ricos em gases combustíveis, com composição aproximada de metano, etano, propano, eteno e propeno. O teor encontrado no volume de gás é de aproximamente 60 %. Este gás com alto poder calorífico (9000 kcal/kg), pode ser utilizado para dar sustentabilidade ao processo de geração de energia elétrica. A estratégia seria o aquecimento com queimador industrial para gerar vapor, o vapor tocaria uma turbina e posteriormente um gerador elétrico.
Os resíduos líquidos (óleos de pirólise [9,13]) identificados por cromatografia, têm aspecto de óleo mineral, rico em solventes (30%) tais como acetonas e ésteres, que merecem trabalho de caracterização bem como compostos aromáticos (70 %).
De acordo com a classificação da ANP, os óleos de pirólise obtidos pela decomposição do PP e ABS, podem ser designados como óleo combustível tipo E. O óleo é gerado na pirólise de borra de tinta, com óleos inflamáveis, devido ao baixo ponto de fulgor (abaixo de 60°C).
Quanto o resíduo sólido, não há outros procedimentos se não os de inertização ou de purificação através de processos de fusão na indústria do aço, ou outros procedimentos que possam incorporá-lo novamente em produtos industrializados.
Do ponto de vista global para cada 1000 kg de resíduo tem-se:
50 % de gás combustível
47 % de líguidos inflamáveis
3 % resíduos minerais.
O resultado é justificável economicamente haja vista que ambos têm mercado e valor de comercialização superior a R$ 3,00 o kg.
[1] Arena,Umberto and Mastellone, M.L., 2001. The phenomenology of bed defluidization during the pyrolysis of food-packaging plastic wast. Departament of Environmental Sciences, Second University of Naples. Italy.
[2] Arena, U, Mastellone, Maria Laura. (2000) “Defluidization phenomena during the pyrolysis of two plastic waste. Department of Chemical Engineering. University “Frederico II”of Naples, Napoli. Italy.
[3] Ayhan Demirbass, 2004. Pyrolysis of municipal plastic wastes for recovery of gasoline-range hydrocarbons”. Department of Chemical Engineering,Konya. Turkey.
[4] Ceamanos,J.et all, 2001. “Kinetics of pyrolysis of high density polyethylene. Comparasion of isothermal and dynamic experiments. Department of Chemical and Environmental Engineering. University of Zaragoza, Zaragoza, Spain.
[5] Karayldirim, Tamer et al, 2001. “Conversion of plastics/HVGO mixtures to fuels by two-step processing. Departamento f Chemisty. Izmir, Turkey.
[6] Milne, Bruce J. et all, 1999. “Recycling of waste plastics by ultrapyrolysis using an internally circulation fluidized bed reactor. Departament of Chemical and Petroleum Engeneering. Calgary, Canada.
[7] Meier, D, Faix, O., (1997). “State of the art of applied fast pyrolysis of lignocellulosic materials – a review. Federal Research Center form Forestry and Forest Products. Hamburg, Germany
[8] Muniz, Ana Rosa Costa, 2004. “Otimização da Operação de um Reator de Pirolise de Resíduos Sólidos Industriais. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina.
[09] Rosa del Carmen Miranda Guardiola, Ciro Cesar Segovia Martines, Cesar Alberto Sosa Banco. 2006.“Pirolisis de Ilantas usadas: Estudo Cinético”, Ingenierias, Facultad de Ciencias Quimicas, UANL. XI Congreso Latinoamericano de Transferencia de Calor y Materia. Latcym 2006, Mexico.
[10] Yusaku Sakata, et all. 2003. “Comparison of Thermal Degradation Produts From Real Municipal Waste Plastic and Model MIxed Plastics”, Department of Applied Chemistry, Faculty of Engineering, Okayama University. Okayama, Japan.
[11] Yang, J, Miranda, R., Roy, C. (2000). “Using the DTG curve fitting method to determine the appaent kinetic parameters of thermal decomposition of polymers. Institut Pyrovac Inc. Parc Technologique du Quebec. Quebec, Canadá.
[12] Bockhorn, H, et al. (1998) ‘Stepwise pyrolysis for raw material recovery from plastic wast. Institut fur Chemicsche Technik, UniversitatKarsrube, Kaiserstr, Germany.
[13] Adenike O. Adebanjo, Ajay K Dalai, Narendra N. Bakhshi. (2005). “Catalysis and Chemical Reaction Engineering Laboratories” Department of Chemical Engineering. University of Saskatchewan
*- Projeto Contemplado com Financiamento do Finep para construção de unidade de 500 kg/dia. R$600.000,00 – Dezembro de 2006. Execução 2007-2008 .
1,[2],3 Universidade Regional de Blumenau, Centro de Ciências Tecnológicas, Departamento de Engenharia Química – Blumenau – Santa Catarina – aos@furb.br, fone 47 9981 4447, 47 32216055
Graphic Edition/Edição Gráfica: |
Revised/Revisado:
Monday, 17 August 2009. |