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Tabela 1: |
Média 2000 a 2004 |
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Poupança Interna |
Poupança Externa |
Investimento |
|
AUSTRÁLIA |
21,9% |
3,1% |
25,0% |
|
CANADÁ |
24,8% |
-4,8% |
20,1% |
|
REP. CHECA |
24,8% |
4,0% |
28,8% |
|
FRANÇA |
19,8% |
-0,5% |
19,3% |
|
ALEMANHA |
22,2% |
-2,4% |
19,8% |
|
ITÁLIA |
14,7% |
5,1% |
19,8% |
|
JAPÃO |
26,8% |
-1,7% |
25,1% |
|
COREiA |
34,8% |
-4,8% |
30,0% |
|
MÉXICO |
18,1% |
2,2% |
20,3% |
|
PORTUGAL |
15,8% |
10,2% |
26,0% |
|
REP. ESLOVACA |
24,4% |
1,9% |
26,4% |
|
ESPANHA |
22,7% |
3,8% |
26,5% |
|
SUÉCIA |
24,7% |
-7,9% |
16,8% |
|
SUIÇA |
27,9% |
-5,9% |
22,0% |
|
TURQUIA |
14,5% |
3,3% |
17,8% |
|
REINO UNIDO |
13,6% |
3,4% |
17,0% |
|
ESTADOS UNIDOS |
14,4% |
4,6% |
19,1% |
|
Área do Euro |
22,2% |
-1,4% |
20,7% |
|
BRASIL |
20,3% |
-1,6% |
18,8% |
|
CHILE |
24,5% |
-3,5% |
21,0% |
|
ARGENTINA |
22,2% |
-6,9% |
15,3% |
|
VENEZUELA |
26,4% |
-13,3% |
13,1% |
|
América do Sul |
19,7% |
-2,3% |
17,4% |
|
CHINA |
40,0% |
-0,6% |
39,5% |
|
íNDIA |
22,0% |
0,1% |
22,1% |
|
INDONÉSIA |
27,8% |
-6,8% |
21,0% |
|
MALÁSIA |
43,3% |
-19,4% |
23,9% |
|
RÚSSIA |
31,6% |
-13,8% |
17,8% |
|
TAILÂNDIA |
31,5% |
-8,5% |
23,0% |
|
VIETNAM |
26,2% |
4,1% |
30,2% |
|
Mundo |
21,2% |
-0,1% |
21,1% |

Figura 6: Projeção da Poupança Interna no Cenário de Referência e Alternativo, este último supõe que seria retomada a tendência observada até ao final da década de oitenta e que a retomada da trajetória de poupança interna seria retomada.
A Poupança Interna[vi] sofreu um hiato em relação à tendência observada historicamente até os últimos anos da década de oitenta. A partir do ano de 2000, esta tendência foi parcialmente revertida. A recuperação da poupança interna se deu, no entanto, para incrementar as exportações não tendo até o ano de 2005, apresentado reflexo visível sobre os investimentos[vii] .
O hiato na poupança interna e a expressiva transferência de recursos para o exterior que se verifica nos últimos anos (a ser abordada em outra nota) têm conseqüência direta negativa na capacidade de investimentos e sobre o crescimento da economia.
A queda na poupança interna se mostrou estreitamente relacionada com a taxa real de juros paga pelo Governo em seus títulos. A opção entre a aplicação em investimentos reais e financeiros mostrou estar logicamente relacionada com a taxa de juros reais pagas aos investidores.
A recuperação da poupança interna mostra, por outro lado, que a parte mais dolorosa para a retomada do investimento (contenção do consumo) foi, em boa parte, realizada nos últimos anos. Isto abre perspectiva para um maior crescimento econômico. A redução da taxa real de juros é, entretanto, determinante para completar a recuperação da poupança interna.
Os resultados do Cenário de Referência, expostos no artigo precedente, não levam em conta a possível retomada da trajetória observada até 1990. Isto poderia conduzir a taxas maiores de crescimento econômico. Brevemente serão apresentadas notas complementares sobre variáveis importantes na projeção do crescimento como a produtividade do capital[viii] e do saldo do comércio externo que determina a contribuição da poupança externa para o investimento.
[i] Brasil: O Crescimento Possível _ Editora Bertrand do Brasil 1996. Todas as citações ao “livro” neste trabalho se referem a esta publicação.
[ii] Todas as referências ao “livro” referem-se à publicação mencionada na nota de pé de página anterior.
[iii] Esta sobrevalorização dos preços dos bens reais indica a desconfiança do mercado sobre a iminência da ruptura financeira que se efetivou com aquele plano.
[iv] Esta situação já existia em 1994 mas os EUA continuam, no imaginário coletivo, a serem os fornecedores de capital do mundo.
[v] Trata-se de bens e serviços reais (não inclui os serviços da dívida).
[vi] A poupança interna, assim como outros conceitos como investimento – associado á formação bruta de capital fixo – é feita aqui na abordagem não financeira implícita no mecanismo de apuração das Contas Nacionais,
[vii] Ver apresentação de resultados do cenário de referência neste número.
[viii] Entenda-se produtividade do estoque de bens de capital.
Graphic Edition/Edição Gráfica: |
Revised/Revisado:
Thursday, 27 July 2006. |