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8. Setor ResidencialO Setor Residencial não tem produto próprio ou, ao menos, não é computado nas Contas Nacionais. Do ponto de vista energético é um setor de importância média. Do ponto de vista social o consumo de energia residencial é da maior relevância já que energia é condição indispensável para se desfrutar das comodidades as mais essenciais da vida moderna. Alternativamente pode-se tentar utilizar uma metodologia análoga à dos outros setores e trabalhar com o produto global como indicador da atividade econômica. a) PIB per capita e Consumo de Energia no Setor Residencial A Figura 56 mostra que a o consumo de energia por habitante é sensível a variações do PIB per capita. No entanto, países com nível de vida (em paridade de poder de compra) relativamente constante, grupo de países desenvolvidos com PIB/hab próximo de 20 mil dólares anuais por habitante, apresentam grande discrepância em consumo per capita expresso em energia equivalente. Países excepcionalmente frios apresentam, de modo geral um consumo mais intenso. Os países socialistas (ou ex-socialistas) também se destacam em consumo relativo ao nível de renda o que é coerente com a maior preocupação social mas pode também refletir a pouca coerência de preços relativos em sociedades de preços administrados. O Brasil apresenta índices bastante inferiores de consumo, mesmo considerando seu grupo de renda.
Figura 56: Consumo de Energia Equivalente por habitante no Setor Residencial
A evolução do consumo de energia por habitante para
o Brasil seguiu, de 1970 a 1999, a trajetória mostrada na Figura 57.
Figura 57: Evolução do consumo residencial per capita em função do PIB/hab para o Brasil.
O gráfico da Figura 58 (dados relativos ao do Brasil 1996) é uma composição dos dados das duas figuras anteriores mostrando os valores Energia/PIB para diversos países e o histórico para o Brasil. Um polinômio de segundo grau foi ajustado aos dados com a finalidade de orientar a projeção b) Projeção da Energia Equivalente no Setor Doméstico Na Figura 59 mostramos a evolução esperada para os próximos anos dos valores do consumo de energia equivalente por habitante em função do crescimento esperado do PIB/habitante no cenário de referência. Na extrapolação tomamos uma trajetória “paralela” ao polinômio ajustado aos dados dos diversos países e ao histórico do Brasil.
A partir da trajetória do PIB/habitante do cenário econômico considerado e da própria evolução projetada pelo IBGE para a população pode-se usando a extrapolação indicada na Figura 59 pode-se chegar à evolução do consumo de energia equivalente no Setor Residencial. A evolução do consumo residencial é mostrada, juntamente com a evolução do PIB do Brasil na Figura 60.
c) Participação dos Energéticos no Setor Residencial, em Energia Equivalente
Na Figura 61 podemos observar a distribuição de energia no Setor Residencial no ano de 1996 para países de diferentes PIB/habitante (também indicados). A importância da participação da biomassa decresce com o desenvolvimento e aumenta a de eletricidade. O Brasil já apresenta uma participação da eletricidade superior a média dos países da OCDE. Deve-se lembrar, no entanto, que o aquecimento doméstico é pouco importante no Brasil por fatores climáticos. No Brasil a eletricidade é muito utilizada para aquecimento de água para banho. Existe ainda um grande potencial de expansão de condicionadores de ar que,na atualidade (e provavelmente no futuro) é predominantemente elétrico. Na Figura 62 mostramos a evolução da participação das diferentes formas (agrupadas) de energia no Setor Residencial que mostra um declínio da participação da biomassa que foi extrapolado para o futuro. A participação de GLP + gás natural foi suposta praticamente constante supondo-se um pequeno aumento na participação de eletricidade.
Figura 62: Participação de formas de energia (agrupadas) em energia equivalente histórica e projetada. d) Participação dos Energéticos em Energia Final A participação em energia final pode ser obtida a partir de coeficientes de transformação adequados para o setor. Na Figura 63 e na Tabela 34 estão indicados os valores projetados para a energia final residencial.
Figura 53: Consumo de Energia Final no Setor Residencial, indicando-se os valores históricos e projetados
Tabela 26: Valores Projetados da Energia Final para o Setor Residencial (10^6 tEP)
e) Emissões Correspondentes ao Consumo em Energia Final A partir do consumo em energia final e de coeficientes de emissão para o Setor, pode-se deduzir as emissões finais. Como nos demais setores os valores usados foram os fornecidos pela equipe que está elaborando o Inventário Nacional de Emissões (valores fornecidos por Branca Americano à equipe da e&e). Os fatores usados na extrapolação, mostrados na Tabela 27, correspondem aos fornecidos para o ano de 1999. Cabe observar que somente estão mostrados os coeficientes de emissão para energéticos que foram projetados para uso no Setor no período 2000 a 2020.
Tabela 27: Coeficientes de Emissões no Setor Comercial e Outros CO2 Gg/10^3tEP demais t/10^3tEP
Fonte: MCT: Comunicação de Branca Americano à e&e A aplicação desses coeficientes aos dados de energia final fornece os valores de emissão indicados nos gráficos para cada gás, considerado como contribuindo para a formação do efeito estufa.. Os resultados para CO2, CO, CH4, NOX, N2O e NMVOCs são mostrados nas Figuras 54 a 59 e nas Tabelas 28 a 33.
Figura 54: Emissões históricas e projetadas provenientes do uso de energia final por energético no setor residencial. No caso das emissões de CO2 (e CO) os correspondentes ao uso da biomassa renovável não alteram o inventário no longo prazo e não contribuem para o efeito estufa. Esses valores são indicados de forma “vazada” na figura.
Tabela 28: Emissões de CO2 em Gg/ano
(*) Emissões não contabilizáveis por provirem de biomassa renovável
Figura 55: Emissões históricas e projetadas no uso residencial de energéticos. A exemplo das emissões de CO2 as emissões de CO devidas a biomassa não devem ser contabilizadas para efeito estufa.
Tabela 29: Emissões de CO em Gg/ano
(*) Emissões não contabilizáveis por provirem de biomassa renovável
Figura 55: Emissões históricas e projetadas nas provenientes do uso final de energia, por energético, no Setor Residencial.
Tabela 30: Emissões de CH4 em Gg/ano
Figura 56: Emissões históricas e projetadas provenientes do uso final de energia em residências.
Tabela 31: Emissões de NOx em Gg/ano
Figura 57: Emissões históricas e projetadas nas provenientes do uso final de energia em residências.
Tabela 32: Emissões de N2O em Gg/ano
Figura 55: Emissões históricas e projetadas provenientes do uso final de energia em residências.
Tabela 33: Emissões de NMOVCs em Gg/ano
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Graphic Edition/Edição Gráfica: |
Revised/Revisado:
Thursday, 27 October 2005. |