Economia & Energia
No 29-Novembro-Dezembro 2001   ISSN 1518-2932

setae.gif (977 bytes) No 29 English Version  

BUSCA

CORREIO

DADOS ECONÔMICOS

DOWNLOAD

e&e ANTERIORES

e&e No 29

Página Principal

Matriz Energética e de Emissões
Apresentação
Relatório Executivo

Projeto MCT
Setor Serviços
Análise Crítica de Resultados

Dívida  Pública e Reservas do Brasil

http://ecen.com

Vínculos e&e

Matriz Energética e de Emissões
http://ecen.com/matriz

Anterior

Projeto: Fornecimento de Instrumentos de Avaliação de Emissões de Gases de Efeito Estufa Acopladas a uma Matriz Energética - Relatório Final - Resumo Executivo (continuação) 

Matriz de Emissões Energéticas

O uso dos coeficientes adotados na elaboração da comunicação brasileira do inventário das emissões permite transformar os dados do consumo final de energia em emissões de gases formadores do efeito estufa.  Da aplicação dos coeficientes usados para o ano de 1999 em cada setor, resultaram os seguintes quadros consolidados de projeção de emissões:

 Emissão por Energético e por Setor

a)      Emissão de CO2

Emissões Projetadas CO2 Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

 

GÁS NATURAL

12370.65

21267.27

32470.58

44813.75

62370.73

 

CARVÃO   VAPOR

1407.23

6380.69

9007.86

9309.16

8982.42

 

CARVÃO MET.

8490.71

6784.60

7969.14

10366.79

12844.23

 

LENHA

54187.05

50999.61

46814.77

42287.14

38846.35

*

PROD. CANA

68293.86

68505.53

74493.43

80329.61

86343.73

*

OUTRAS PRIMAR

8830.32

9264.58

9928.48

10750.68

11399.15

 

 TOTAL PRIMAR

153579.82

163202.28

180684.26

197857.12

220786.61

 

 ÓLEO DIESEL  

91333.56

103289.75

118337.42

137893.52

168116.22

 

ÓLEO COMBUST.  

34047.70

40248.17

48232.00

57868.88

72973.96

 

GASOLINA

48032.22

58132.28

69629.34

83143.03

105563.75

 

GLP

20628.87

22640.74

28422.96

35124.49

41924.31

 

QUEROSENE

9066.20

10416.64

12406.24

15076.64

19049.75

 

GÁS

5361.39

7619.24

9387.80

10213.25

10868.07

 

COQUE   C. MIN.

27250.23

34207.94

38837.21

40672.27

41177.71

 

  CARV. VEGETAL

17626.2

18344.9

19064.6

20369.6

22770.8

*

 ÁLCOOL  ETIL.

13285.2

11921.1

13150.0

14706.7

18006.4

*

 O.SEC. PETR.

21078.6

17781.5

19980.1

23232.4

27136.1

 

ALCATRÃO

316.7

664.7

803.1

839.2

833.5

 

TOTAL SECUNDÁRIA

288027

325267

378251

439140

528421

 

Total Sem Biomassa

304433

350662

415469

490365

597028

 

TOTAL

441607

488469

558935

636997

749207

 

(*) Valores não contabilizáveis por resultarem de uso de biomassa (renovável)

Os resultados são mostrados no gráfico da Figura 23.

 

Figura 23: Emissões de CO2 devidas ao uso final de energia (históricas e projetadas) em Gg/ano. Os valores “vazados” correspondem a emissões não contabilizáveis por provirem de biomassa (renovável)

b) Emissão de CO

Emissões Projetadas CO Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

 

GÁS NATURAL

16.18

26.32

39.61

53.81

72.20

 

CARVÃO   VAPOR

1.37

6.20

8.75

9.04

8.72

 

CARVÃO MET.

5.17

4.14

4.86

6.32

7.83

 

LENHA

3484.83

2882.45

2471.34

2311.03

2364.68

*

PROD. CANA

1214.31

1217.45

1323.32

1427.57

1535.27

*

OUTRAS PRIMAR

76.03

79.77

85.49

92.57

98.15

 

 ÓLEO DIESEL  

999.82

1147.67

1320.50

1536.25

1879.40

 

ÓLEO COMBUST.  

49.40

59.35

77.02

89.57

104.40

 

GASOLINA

5621.26

6803.28

8148.79

9730.31

12354.23

 

GLP

5.08

5.13

6.17

7.52

8.98

 

  NAFTA  

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

 

QUEROSENE

12.69

14.56

17.32

21.04

26.54

 

GÁS

3.72

5.34

6.63

7.28

7.83

 

COQUE   C. MIN.

54.24

68.09

77.31

80.96

81.96

 

 ELETRICIDADE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

 

  CARV. VEGETAL

735.1

763.3

783.1

830.1

925.4

*

 ÁLCOOL  ETIL.

1451.8

1302.7

1437.1

1607.2

1967.8

*

 O.SEC. PETR.

13.1

11.2

12.7

14.6

16.9

 

ALCATRÃO

0.3

0.6

0.7

0.7

0.7

 

Total Sem Biomassa

7592

8989

10580

12471

15585

 

TOTAL

13744

14398

15821

17826

21461

 

(*) Valores não contabilizáveis por resultarem de uso de biomassa (renovável)

As emissões de CO, históricas e projetadas, estão mostradas na Figura 24

Figura 24: Emissões Históricas e Projetadas de CO. A representação “vazada” corresponde a valores não contabilizáveis por provirem de biomassa (renovável)

c) Emissão de CH4

Emissões Projetadas             CH4           Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

0.53

0.76

1.21

1.70

2.33

CARVÃO   VAPOR

0.03

0.11

0.16

0.17

0.16

CARVÃO MET.

0.07

0.05

0.06

0.08

0.10

LENHA

71.16

58.15

49.43

46.41

48.48

PROD. CANA

21.24

21.30

23.16

24.98

26.85

OUTRAS PRIMAR

0.84

0.88

0.95

1.03

1.09

 ÓLEO DIESEL  

7.11

7.98

9.11

10.61

12.88

ÓLEO COMBUST.  

0.93

1.10

1.32

1.58

1.98

GASOLINA

13.95

16.88

20.22

24.14

30.65

GLP

0.38

0.41

0.52

0.64

0.76

  NAFTA  

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

QUEROSENE

0.06

0.07

0.09

0.11

0.14

GÁS

0.06

0.10

0.11

0.12

0.12

COQUE   C. MIN.

0.26

0.32

0.37

0.38

0.39

 ELETRICIDADE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

  CARV. VEGETAL

34.0

35.4

36.7

39.3

43.9

 ÁLCOOL  ETIL.

64.7

58.1

64.1

71.7

87.8

 O.SEC. PETR.

0.3

0.2

0.2

0.3

0.3

ALCATRÃO

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

TOTAL

216

202

208

223

258

Na Figura 25 mostramos a evolução das emissões, históricas e projetadas, de metano, devidas ao uso final de energia.

Figura 25: Emissões de CH4 devidas ao uso final de energia.

d) Emissão de NOx

Emissões Projetadas             NOX          Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

183.07

308.77

460.17

621.61

833.87

CARVÃO   VAPOR

6.39

28.98

40.91

42.28

40.80

CARVÃO MET.

34.52

27.58

32.40

42.15

52.22

LENHA

62.64

58.50

53.34

48.45

44.81

PROD. CANA

48.28

48.42

52.65

56.78

61.04

OUTRAS PRIMAR

20.57

21.59

23.13

25.05

26.56

 ÓLEO DIESEL  

829.19

956.14

1103.92

1281.54

1561.65

ÓLEO COMBUST.  

173.18

206.17

255.06

302.22

369.74

GASOLINA

419.19

507.34

607.67

725.61

921.28

GLP

40.03

37.24

42.84

52.06

63.18

QUEROSENE

38.57

44.36

52.85

64.25

81.23

GÁS

49.14

70.36

87.55

96.55

104.05

COQUE   C. MIN.

9.00

11.29

12.82

13.43

13.60

  CARV. VEGETAL

17.0

17.7

18.4

19.6

21.9

 ÁLCOOL  ETIL.

103.8

93.1

102.7

114.9

140.7

 O.SEC. PETR.

110.0

96.9

111.2

126.9

143.6

ALCATRÃO

1.8

3.8

4.6

4.8

4.7

TOTAL

2146

2538

3062

3638

4485

 

Os valores para as missões de NOx estão representados 
na Figura 26.

 

Figura 26: Emissões históricas e projetadas de Nox.

e) Emissão de N2O

Emissões Projetadas             N2O          Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

0.03

0.05

0.09

0.13

0.19

CARVÃO   VAPOR

0.02

0.10

0.15

0.15

0.14

CARVÃO MET.

0.09

0.07

0.09

0.11

0.14

LENHA

2.28

2.15

1.97

1.78

1.64

PROD. CANA

2.83

2.84

3.09

3.33

3.58

OUTRAS PRIMAR

0.13

0.14

0.15

0.16

0.17

 ÓLEO DIESEL  

0.74

0.84

0.97

1.13

1.37

ÓLEO COMBUST.  

0.20

0.23

0.28

0.33

0.42

GASOLINA

0.42

0.51

0.61

0.73

0.93

GLP

0.03

0.04

0.05

0.06

0.07

  NAFTA   

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

QUEROSENE

0.25

0.29

0.34

0.42

0.53

GÁS

0.01

0.01

0.01

0.01

0.01

COQUE   C. MIN.

0.36

0.45

0.51

0.54

0.54

 ELETRICIDADE

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

  CARV. VEGETAL

0.62

0.65

0.69

0.74

0.83

 ÁLCOOL  ETIL.

0.00

0.00

0.00

0.00

0.00

 O.SEC. PETR.

0.17

0.13

0.13

0.16

0.21

ALCATRÃO

0.00

0.00

0.01

0.01

0.01

TOTAL

8.19

8.50

9.12

9.78

10.77

Os valores para as missões de N2O estão representados 
na Figura 27.

 
Figura 27: Emissões de N2O devidas ao uso final de energia, valores históricos e projetados

f) Emissão de NMVOCs

Emissões Projetadas             NMVOCS  Gg/ano

 

2000

2005

2010

2015

2020

GÁS NATURAL

1.11

1.91

2.91

4.01

5.59

CARVÃO   VAPOR

0.30

1.38

1.94

2.01

1.94

CARVÃO MET.

1.31

1.05

1.23

1.60

1.98

LENHA

218.63

179.05

153.73

142.75

148.48

PROD. CANA

35.39

35.50

38.61

41.63

44.75

OUTRAS PRIMAR

1.56

1.64

1.75

1.90

2.01

 ÓLEO DIESEL  

200.35

229.56

263.85

307.16

376.15

ÓLEO COMBUST.  

8.06

9.72

12.88

14.87

16.98

GASOLINA

1046.66

1266.75

1517.28

1811.76

2300.32

GLP

1.65

1.81

2.28

2.81

3.36

QUEROSENE

6.28

7.19

8.55

10.37

13.06

GÁS

0.26

0.37

0.45

0.49

0.51

COQUE   C. MIN.

4.11

5.16

5.86

6.14

6.22

  CARV. VEGETAL

17.0

17.7

18.4

19.6

21.9

 ÁLCOOL  ETIL.

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

 O.SEC. PETR.

1.3

1.2

1.3

1.5

1.7

ALCATRÃO

0.0

0.0

0.0

0.0

0.0

TOTAL

1544

1760

2031

2369

2945

A Figura 28 mostra os resultados históricos e projetados de emissões de outros hidrocarbonetos, exclusive o metano.

Figura 28: Emissões de NMVOCs devidas ao uso final de energia, valores históricos e projetados

 

Emissões por Setor

Focalizando no gás mais relevante para a apuração do efeito estufa, o CO2,  podemos verificar a evolução da contribuição dos diversos setores para o efeito estufa. Observamos que os Setores de Transporte e Industrial predominam na emissão de CO2. Na figura 29, mostramos a evolução das emissões desse gás, no período 1970 a 2020, resultantes do consumo energético final. Não estão incluídas as emissões de combustíveis renováveis que não devem ser contabilizadas para fins de efeito estufa.

Na figura 30, mostramos a contribuição dos setores levando em conta as emissões indiretas na geração de eletricidade. Estas emissões indiretas vão ficando mais relevantes, uma vez  que está prevista uma participação não desprezível de térmicas a gás na geração de eletricidade.

 

Figura 29: Emissões de CO2 sem as de fontes renováveis

Figura 30: Emissões de CO2 sem as de fontes renováveis e com as provenientes da geração de eletricidade

Na Figura 31, mostramos, separadamente, as emissões devidas ao consumo final de energia sem fontes renováveis, as emissões não contabilizáveis devido ao uso de renováveis e as emissões resultantes da produção de energia elétrica. Essas emissões, no gráfico da figura 5, foram distribuídas entre os setores de acordo com seu consumo de eletricidade.


Figura 31: Emissões de CO2 devidas ao uso final de energia, à produção de eletricidade em térmicas e ao uso de renováveis (não contabilizáveis para fins de efeito estufa)

 

A emissão de CO2 por unidade de PIB fornece uma medida interessante para avaliar a evolução das emissões.

 

Figura 32: Emissões de CO2 por setor por unidade de PIB.

 

Nas figuras 32 e 33, podemos observar a contribuição do incremento do PIB nas emissões em cada setor. Trata-se simplesmente da divisão dos dados mostrados nos gráficos 30 e 31 pelo PIB global. Pode-se observar o efeito no Setor Transportes do programa do álcool, diminuindo a emissão no período das crises de petróleo. A tendência de crescimento em alguns setores, no final do período, sofre a influência do uso de usinas térmicas e do crescimento da intensidade energética, já comentado anteriormente, e do menor uso de biomassa.


Figura 33: Evolução das emissões de CO2 por unidade de PIB.

 

A crise de petróleo reduziu, pelo uso de renováveis, a emissão de CO2 por unidade de PIB. O comportamento tendencial que orientou essa rodada da Matriz Energética significa um aumento considerável da emissão de CO2 por unidade de produto. A tendência observada na década de noventa continuaria nas duas décadas seguintes.

 

Conclusões

O Brasil não dispõe de uma Matriz Energética que expresse uma Política Nacional Energética. O País também não dispõe de um Planejamento Econômico de longo prazo. A melhor aproximação disto foi o trabalho da então Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República SAE/PR, para o qual foi desenvolvida a primeira versão de nosso modelo macroeconômico.

O presente trabalho não pode, em si, representar esta expressão da Vontade Nacional para o qual é necessário um mecanismo de consenso que deve ser capaz, inclusive, de superar amplamente o período de um governo.

O que apresentamos aqui é um mecanismo de criação desse consenso e os valores encontrados devem ser encarados, na parte econômica, como o crescimento econômico possível dentro do quadro atual e na suposição de uma retomada da poupança interna e em um quadro de remuneração do capital  externos moderados (4,3% reais ao ano). Na parte energética, os resultados devem ser encarados como os resultantes do cenário econômico apresentado e da continuação da política energética - não explícita - vigente. A saber: introdução vigorosa de gás natural tanto no uso direto como na geração termelétrica, pequena participação de carros a álcool no mercado e manutenção da política de mistura na gasolina, decréscimo do uso da biomassa dentro da tendência histórica observada e preservando alguns “nichos” específicos e política de conservação incorporando tecnologias já disponíveis.

Esta política implícita – cujo contorno pode ser percebido de formas diferentes – substitui, na prática, uma política energética mais explícita. Ela não evita, no entanto, que se caia em “armadilhas do mercado” que pode induzir decisões de longo prazo baseadas em preços de curto prazo. Isto se agrava quando o Governo assume – direta ou indiretamente – garantias de lucratividade que livram o investidor de uma correta avaliação dos riscos futuros.

Não existe país responsável sem uma política energética que leve em considerações aspectos estratégicos desse insumo. Países capazes de projeção externa de força, como os EUA, optaram por ações militares e políticas que garantam o abastecimento externo de petróleo. Também se preocupam com suas reservas estratégicas. Uma das primeiras preocupações do governo W. Bush, foi encomendar a uma comissão de alto nível um estudo sobre o futuro energético dos EUA.

Ao mesmo tempo, países de menor influência optam por pagar um sobre-preço por medidas que induzam a conservação. Exemplos disso são: o preço elevado de combustíveis líquidos ao consumidor europeu - com impostos, criando um “colchão” que absorve variações externas - e a opção pelo nuclear da França, Japão e Coréia do Sul. Também a opção contra o nuclear, da Alemanha e Suécia, é uma atitude política.

Os resultados da presente “rodada” da matriz energética e de emissões, para um crescimento do PIB médio de 3,0%, apontam para um crescimento anual médio de eletricidade de 3,9%, de carvão mineral e seus derivados de 2,9% e dos derivados de petróleo e gás natural de 3,4%. O uso do gás natural cresceria de 8,7% ao ano e o de biomassa somente de 0,3% ao ano.

As emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa e novo aspecto estratégico a ser considerado nas decisões energéticas, cresceriam cerca de 3,4%. Considerando o CO2 emitido na geração de eletricidade passa-se de uma emissão, em 1999, de 0,5 kg de CO2 por dólar (a valores de 1994) de PIB para quase 0,6 kg CO2/US$(1994). No final da década de oitenta esse fator era pouco superior a 0,4  kg CO2/US$(1994 ) quando as políticas de substituição de petróleo produziam seu efeito máximo. O cenário aqui apresentado poderia ser considerado como o cenário inercial de emissões de CO2 para efeito de avaliação de políticas alternativas.

Devemos assinalar, finalmente, que a metodologia permite, com relativa facilidade, estudar cenários alternativos de crescimento econômico e de uso de energéticos.

------------------------------------------------------

 (*) Parte da análise econômica deste trabalho, faz parte do Trabalho de Tese de Doutorado de Aumara Feu em curso no Departamento de Economia da Universidade de Brasília.

Final

Graphic Edition/Edição Gráfica:
MAK
Editoração Eletrônic
a

Revised/Revisado:
Tuesday, 17 May 2011
.

Contador de visitas