
| SINOPSE DE 1999 |
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| DADOS GERAIS | DESTAQUES
ENERGÉTICOS Em 1998, por força da crise nos
países asiáticos, o Governo Brasileiro determinou medidas que levaram a uma forte
retração no crescimento econômico. Ocorre, entretanto, que na área de energia, os
energéticos associados ao bem estar da população, mantiveram altos níveis de consumo,
como é o caso da eletricidade residencial e comercial, da gasolina automotiva e do
querosene de aviação. Em conseqüência, o consumo final de energia com crescimento de
3,0% , apresentou elasticidade atípica de 20 em relação ao PIB. |
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Assim, após três anos de elevadas taxas de crescimento do consumo e
atendidasas demandas reprimidas resultantes do período recessivo de 1990/93, o consumo de
combustível do ciclo otto volta a ter desempenho mais próximo ao do crescimento
econômico. Ainda, em relação ao Setor Residencial, cabe acrescentar que, mesmo tendo havido um acréscimo de cerca de 1,6 milhão de novas contas em 1998, o consumo médio por conta apresentou crescimento de 4,5% (cerca de 177 kWh/mês), ainda expressivo, mas menor que os 8,8% verificados em 1995. No Setor Industrial (exclusive a Indústria de Energia), o consumo de energia cresceu 2,05% em 1998, contra um desempenho negativo de 0,99% do Valor Agregado - VA do seguimento. Os ramos industriais que mais influenciaram no crescimento do consumo de energia, com taxas superiores a 4%, foram o de Açúcar, de Papel e Celulose e de Cimento, todos energointensivos. Ao nível dos energéticos, o bagaço de cana apresentou crescimento de 16,8% e o carvão mine-ral de 8,6%, ambos associados aos ramos industriais mencionados. No caso da eletricidade, o crescimento do consumo foi de apenas 0,6%, explicado pelo desempenho negativo ou próximo de zero de ramos industriais eletrointensivos, como Ferro-Gusa e Aço, Ferro-Ligas e Alumínio.
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DESTAQUES ECONÔMICOS O Produto Interno Bruto - PIB, da
economia brasileira, cresceu 0,15% em 1998, resultado bem menor que o verificado em 1997,
de 3,68%. Considerado um crescimento anual da população
de 1,3%, o PIB per capita do Brasil decresceu 1,2% em 1998,passando de US$4,860.00 para
US$4,800.00 (dólares de 1998). No início do segundo semestre, a crise da Rússia, deflagrada com a sua moratória, afetou a recuperação em curso da economia, interrompendo o fluxo de capitais para os países emergentes, entre os quais o Brasil. Diante de tal quadro, o governo elevou bruscamente as taxas de juros, buscando maior nível de confiança externa, uma vez que o país havia perdido aproximadamente US$30 bilhões de reservas internacionais. No terceiro trimestre, a continuidade na evasão de capitais levou o governo a buscar um acordo junto ao FMI e a outras instituições financeiras internacionais, para reforço às reservas do país e, consequentemente, da confiança dos investidores quanto à possibilidade do país de honrar seus compromissos. O acordo com o FMI teve como contrapartida do país o saneamento das contas públicas, consubstanciado no Programa de Estabilização Fiscal (PEF) divulgado no mês de outubro. Apesar do acordo citado e da razoável média mensal do fluxo de investimentos diretos (US$2,2bilhões por mês) - o que indica a confiança em estabilização futura do País por parte dos investidores produtivos - não ocorreu o estancamento da saída de reservas, que depois de ter atingido US$74,6 bilhões no mês de abril, chegou a US$44,5 bilhões em dezembro, contabilizando o valor referente à primeira parcela dos recursos repassados pelo FMI. Portando, 1998 foi marcado, basicamente, além dos fatores internos citados, pela posição cautelosa dos mercados internacionais em relação ao Brasil. Ao final do ano, o objetivo do governo centrava-se no equilíbrio das contas públicas, postergando o crescimento da atividade econômica para um ambiente de maior estabilidade. |